domingo, 26 de outubro de 2008

V CONGRESSO BRASILEIRO DE MISSÕES


Participei juntamente com a Érica Malta, missionária da Cruzada Estudantil, do 5 cbm em Àguas de Lindoia. Num espaçoso lugar, tivemos a oportunidade de poder escolher vários assuntos temáticos e vários mini-cursos. Durante todos os dias, os devocionais eram apresentados por Bertil Ekstrom, um estudo de Missões no livro de Filipenses. Nas plenárias, Durvalina Bezerra falou sobre a Vocação missionária, Barbara Burns sobre os modelos de treinamento, Alexandre Araujo sobre a relação Igreja e Agencia missionária e Antonia Van Meer sobre o cuidado integral do missionário.


Participar do congresso com certeza foi um momento ímpar para avaliar minhas ações e firmar ainda mais convicções. Com toda certeza, um dos assuntos que me interessou muito, foi sobre o papel da agencia missionária e igreja dentro de missões. Na verdade, vimos que estamos todos do mesmo lado, ao contrário do que alguns pensam. Não somos competidores, mas cooperadores no Reino. Enquanto a agencia pode ter melhor entendimento do contexto em que atua e tipo de missionário que precisa, a igreja local tem conhecimento do candidato e do seu grau de maturidade e preparo espiritual.


Um ponto importante dentro do congresso foi verificar a a tendência do envolvimento de candidatos em missões de curto prazo. Na verdade, há 8 anos a Cruzada Estudantil está atuando com missões de curto prazo, dando a oportunidade para que jovens tenham a experiência missionária, e na prática, "detectem" suas convicções e chamamento. Realmente, nessa cultura imediatista nossa, do fast-food, fica cada vez mais dificil pensar que as pessoas chegarão prontas para missões e com a certeza de servir a Cristo por toda a vida, como era em minha época. Hoje, de maneira geral, os jovens, pensam mais no aqui-e-agora e propor uma experiência missionária assim, os ajuda a perceber o seu chamado .


Fiquei um pouco pesarosa dentro do congresso. Embra oficialmente nada se falou sobre isso, mas o clima "oculto" pude perceber ainda a distinção com que alguns ainda lidam com o missionário nacional e o transcultural. Se o chamamento quem faz é Deus, quem escolhe o lugar é Deus e o que se exige do vocacionado é apenas obediência ao comando de Deus, porque fazemos distinção e de uma certa forma, "privilegiamos" o transcultural em detrimento do nacional? Se é para sair de um bairro e ir para um outro, com dedicação exclusiva à pregação do Evangelho, em obediencia à voz de Deus, então tanto esse quanto aquele, devem obedecer ao Senhor e depois de terem feito tudo, como diz a Bíblia, ainda somos "servos inúteis". Não importa as respostas que dão a essa questão, o que importa é que lá ou cá, estamos fazendo a vontade do Pai e isso é o que importa.


Quero mais é continuar trabalhando no corpo, despertanto, preparando, enviando e cuidando.